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  • 10 Dez
  • 2016

O que a #10 posição de The Black Madonna no RA tem a nos dizer

Postado em Nas pick-ups por Marimai
O que a #10 posição de The Black Madonna no RA tem a nos dizer

Essa semana foi divulgado o TOP 100 DJs do Resident Advisor. Encabeçado mais uma vez por Dixon, o ranking seria o lado underground da DJ Mag. Mas o que mais chamou atenção foi a posição de nº 10 do ranking, uma mulher totalmente excêntrica e cheia de atitude está entre os 10 melhores DJs do mundo, segundo o RA.

Você conhece ou já ouviu falar de The Black Madonna? Foi há três anos quando resolveu sair de Chicago em busca de um lugar onde pudesse ser ela mesma e tocar o que gosta, que Marea Stamper começou sua trajetória rumo as pistas do mundo inteiro, ela se tornou um ícone de inspiração e criatividade, pelo mesmo motivo que é uma ótima DJ: ela não tem medo de ser ela mesma.

Depois de se mudar de Kentucky para Chicago no começo dos seus 20 anos, Stamper fez música sob vários pseudônimos enquanto trabalhava para Radek na gravadora Dust Traxx. Ela lutou para chamar atenção por sua música por algum tempo, até que Garrett David – um colega de trabalho de Stamper na Dust Traxx – pediu para lançar "We Don’t Need No Music (Thank You Rahaan)" em sua nova gravadora. A história completa é contada em uma excelente websérie do RA, onde Stamper admite que o sucesso daquela track, bem como seu subsequente EP pela Argot, Lady of Sorrows, “mudou a minha vida inteira em um período de – sem brincadeira – três meses.”

Além de renomada – e fantástica – DJ, Stamper é diretora criativa no Smart Bar, um clube de décadas em Chicago onde além de organizar residência para Honey Dijon, DVS1 e outros, ela repaginou o clube com programações como a DAPHNE, uma série de workshops, festas e muito mais para celebrar o mês da história da mulher que acontece em março, descrito como “um mês para nos lembrar de que as mulheres sempre foram e sempre serão o centro da cultura da música eletrônica".

Na última sexta-feira, rolou a premiere do mini-doc Gop Tun Does Europe, que encerrou com um belíssimo take de The Black Madonna no Dekmantel Festival em Amsterdam. Caio Taborda, um dos fundadores da Gop Tun, disse que foi uma das pistas mais impressionantes que ele viu durante a viagem. P.S: O mini-doc será divulgado na segunda-feira na página da Gop Tun.

The Black Madonna foge dos estereótipos pré-definidos pela sociedade e sua #10 posição no RA veio para nos mostrar que sempre haverá alguém para nos amar como somos. No caso de Stamper, ela encontrou seu amor no público e nas pistas de dança ao redor do mundo. A luta do feminismo está presente em todos os cantos, inclusive na cena da música eletrônica. Cada vez mais vemos mulheres lutando por uma maior representatividade em diversas áreas e por que não abraçar essa ideia na pista de dança?

Já começo a sonhar com o dia em que veremos mulheres no topo dos principais rankings de música eletrônica do mundo.

Adicionamos The Black Madonna (#10 RA), Helena Hauff (#31 RA), Lena Willikens (#76) e Paula Temple (#98 RA) a nossa playlist Girl ELETRO Power no Spotify, e ainda tem tINI (#90 RA), Nina Kraviz (#22 RA) e Nicole Moudaber (#93 RA).

Don't talk to me, I'm dancin'.

Sobre Marimai

Marimai O "monstro criado pelo capitalismo musical" uns diriam, outros apenas compreendem seu principal objetivo, que é levar a música eletrônica para o maior número de pessoas possível, sem segregar e sim incluir. Afinal, o efeito que a música causa nas pessoas merece ser compartilhado.

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